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    POLÍTICO PODE OU NÃO AJUDAR ENTIDADE FILANTRÓPICA?

    Burro que sou fui cavar uma discussão tola com gente tola dia desses. Alguém se manifestou dizendo que não ajudaria uma entidade de amparo a crianças em tratamento de câncer porque viu um político ajudando, ou envolvido, e fui absolutamente enfático em condená-la. Fi-lo por conhecer a entidade, sua bandeira e pessoas envolvidas. Tomei as dores para mim. Melhor que eu me indisponha com alguém do que a direção da entidade.

    Depois dos ânimos acalmados (até onde pude observar) fiquei ponderando sobre o assunto. Busquei estar errado, busquei reafirmar estar certo. O caso é este: político eleito ou que tenha sido candidato pode ajudar ou se envolver em entidade assistencial etc, uma ONG qualquer e essa entidade pedir ajuda aos demais cidadãos? Todos podem ou haverá entidade que recuse ajuda?

    De cara nota-se que há um jogo suscitado pelo cidadão, o de não se envolver com o político porque, suponho, o político queira se envolver com o cidadão. Isso é uma flagrante discriminação. Se discrimino é porque, em tese, considero-me melhor. Considero que o cara é sujo. Nada disso leva em consideração a pessoa em si, sua família, sua história, suas ações. É político? Não me misturo, a menos que saiba de malfeitos dele (não de ouvir falar, mas de forma comprovada). Ora, seria o caso do cidadão, esse ser puro e imaculado, acima de qualquer suspeita, de moral ilibada e ética irreparável, forçar a atenção do político aos que lhe aceitam a presença. Eis que se justificariam os apadrinhamentos.

    A justificativa de não ajudar uma entidade dá-se em não beneficiar o político que apareceu por lá. Nisso está clara a relação de valores. Ora, o que a entidade quer, qual sua proposta, seus objetivos, as necessidades que quer suprir? Com certeza quem defende a não ajuda recusa-se em responder tais questões. O que está acima, o que vem primeiro? O fato do político obter vantagem eleitoral é ilegítimo? Não está na busca e no recebimento de votos a legitimidade do cargo que ocupa? Seus eleitores não querem vê-lo envolvido com lutas que beneficiam a sociedade? Creio que querem. Para que foi eleito senão para se dispor em amparar boas ações? Além disso, a vantagem eleitoral é intangível. Não há como dimensionar essa vantagem. Tampouco afirmar que se receber votos por causa disso sua eleição torna-se um mal. O sujeito que se nega o faz porque não quer que aquele político em especial obtenha essa vantagem e quer que outro obtenha. Duvido. O outro que não se envolveu com a entidade é merecedor de votos? Os cargos serão ocupados e serão melhor ocupados por políticos que não ajudam entidades? A resposta é a mais óbvia possível.

    Afinal, o que quer um eleitor que pensa assim?

    O único caminho é o cidadão, antes de quaisquer conclusões, buscar informações sobre a entidade, sua diretoria, pessoas envolvidas e, principalmente, seus objetivos. E, dada a ajuda, acompanhar a aplicação. Ademais, se um político estiver envolvido a ponto de obter vantagem eleitoral seria o caso de ponderar, pois o benefício da causa pode valer a pena o efeito colateral do voto.

    2 comentários:

    1. Acho que se todos parassem para pensar e fossem honestos consigo mesmos, chegariam a conclusão que todos ajudam por algum outro motivo, além de simplesmente querer ajudar, querer ser solidário. Pode ser por vaidade, pode ser por solidão de precisar estar num grupo, de querer fazer contatos, pode ser por remissão, pode ser para se isentar do imposto de renda, pode ser simplesmente para aparecer, pode ser para ter seu logotipo associado e pode ser para querer votos e nesse caso, prefiro os que conseguem dessa forma do que conseguindo de outras formas bem menos nobres.

      Enfim, temos tantos outros motivos e sinceramente, desde de que algo seja feito de forma lícita e honesta pelo outro que precisa, EU não vejo problema. Não vou entrar no mérito da forma com que o assunto foi colocado e tratado no Facebook. Estou apenas dando minha opinião simplesmente sobre quem pode ou não ajudar.

      Na minha opinião todos podem, pq se fôssemos a fundo e fizéssemos um julgamento moral, talvez muitos não pudessem. Conheço muito empresário que é um fdp com seus empregados, mas que ajudam entidades filantrópicas, e nesse caso tudo bem? Conheço muita gente que não ajuda um irmão, um filho, um pai ou mãe, mas que faz parte de entidades filantrópicas. Gente que não agradece um motorista de ônibus, não dá bom dia pro porteiro do prédio, não é capaz de uma gentileza, mas que estufa o peito e diz que ajuda uma entidade. Quer dizer que qndo não conhecemos a pessoa, qndo não temos intimidade, é bontito ajudar? É mais fácil ou pq o reconhecimento torna-se público? Não podemos ser hipócritas. Nós não sabemos os reais motivos de cada um, o que importa é a maneira com que a ajuda é dada e o resultado. O que cada um vai fazer com isso fica na sua consciência.

      Também quero deixar claro que não estou declarando meu voto, levantando bandeira, ou dizendo que fulano é assim, sicrano é assado, estou simplesmente dando minha opinião sobre a pergunta feita pelo André, que resumindo é: por mim político também pode ajudar.

      Esta é minha opinião.

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    2. todo o político ou qualquer órgão público deve se envolver por obrigação. Condeno se soltar confete sobre si mesmo por causa dessa obrigação. Aí é melhor nem chegar perto, pois quer dar migalhas pra aparecer de bem-feitor, muitas vezes com recursos públicos ou não publicáveis. Aí condeno veementemente.

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