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    CRIME SEXUAL DAS IGREJAS

    Qualquer pessoa sexualmente ativa entenderá perfeitamente o que vou dizer. Mas para os puritanos, que não sabem o que é uma banheira de hidromassagem e um espelho de motel, esse texto vem das profundezas do inferno.


    Considero um crime a pregação das igrejas que estimula, e até impõe, a virgindade até o casamento. Várias igrejas, das mais variadas correntes do cristianismo, têm levado seus adeptos, notadamente seus jovens, para que vislumbrem sexo apenas dentro da vida conjugal e esta vida até a morte. Doutra forma incorrem em pecaminosidade tal que podem, em algumas das correntes cristãs, serem afastados do convívio do grupo ou passarem pelo constrangimento de um pedido de perdão em público.

    Ora, quem conhece minimamente o sexo sabe que, por mais que sejamos levados ao ato e por mais que mesmo ruim poderá ser bom, é um impulso prazeroso e parcialmente controlável. Nesse contexto há gostos que devem ser levados muito a sério. Podemos combinar ou não no sexo com o cônjuge, como em várias outras coisas da vida. Não raro mulheres e homens desaparecem um da vida do outro logo depois da primeira transa porque simplesmente foi um desastre. São vários aspectos que entram em cena (físicos, de jeito, de desejos e fantasias, de gosto etc) e que podem definir uma vida de prazer ou de extremo sofrimento. Se o sexo não for coisa boa os resultados poderão ser absolutamente desastrosos para a vida de qualquer um.

    Imagine-se casado com aquela pessoa que você teve uma relação, que antes do ato era só tesão e que, consumada a transa, passou a não ter a menor graça. Claro que não dá para avaliar em definitivo só por uma noite. Por isso mesmo muito maior razão tenho em afirmar que impor o sexo somente depois do compromisso do casamento é um verdadeiro crime. O casamento, nesse contexto religioso, toma dimensões ainda mais significativas porque esses mesmos pregadores e doutrinadores dão a ele a eternidade da alma e o sentido de pureza ou pecaminosidade atroz. Na religião o casamento não é como na natureza: a união de dois seres em função de seus instintos, necessidade psíquicas e físicas. Na religião o casamento não natural, animal, uma condição da existência em si. Na religião o casamento faz parte da relação com Deus e que pode remeter às bençãos ou maldições. Casamento na religião é coisa muito mais séria que educar os filhos, pois remete à possibilidade de ser, inclusive, descartado por Deus, haja vista a dimensão dada ao sexo extraconjugal ou dos filhos como representação da presença Dele.

    O sexo sempre foi alvo de todo o tipo de imposições, de restrições e criminalizações. Já chegou a ser considerado uma verdadeira maldição. Até a ejaculação masculina, não sendo para procriação, foi considerada assassinato. Pois é!

    Não raro casados passam a ter uma vida desprovida de alegria quando o assunto é sexo. Isso é óbvio porque ninguém aperta um botão e desliga seus desejos, fantasias e taras. A pressão de desejar e não poder realizar com certeza leva, inclusive, ao uso de psicotrópicos, conforme artigos em revistas especializadas. Sexo reprimido é causa de transtornos psíquicos e emocionais.

    A irresponsabilidade, ao meu ver, das igrejas, está em não levar os vários aspectos do ato sexual em consideração. Achar que Deus vai abençoar e tudo se resolverá é de uma infantilidade absurda. Há limites para o diálogo. Em se tratando de sexo muito maiores são os limites porque sexo se resolve com sexo. Evidente que também há limites para o desejo e boa parte dele poderá e deverá ser controlada. Só que esse controle também teu seu limite. Um dia o desejo será forte demais.

    As igrejas colocam esses desejos no limite da fidelidade conjugal. Porém, um dia a traição poderá bater à porta (eu disse "poderá") e quem se responsabiliza pelo estrago? O pastor? É necessário, dada a experiência, que os pretendentes ao casamento devam passar pelo sexo antes de firmarem o propósito da construção de uma vida em comum que deverá ser para a toda a vida para os que seguem o cristianismo.

    O quê, afinal, tem maior importância: a virgindade ou o casamento em si? É evidente que o casamento, por sua dimensão, tem muito maior importância. E para seu sucesso é preciso saber se haverá um mínimo de convivência na cama.

    4 comentários:

    1. A tua opnião não vale em nada cara, tu é apenas mais um zé ninguém tentando se aparecer com esses posts ridiculos... Acorda para o mundo, deixa de ser metido do jeito que tu é..

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    2. Sabias palavras André. Concordo totalmente com sua posição sobre o assunto, e no muito eu mesmo sofri várias polêmicas e difamações à respeito não só do sexo, mas até mesmo do beijo em si, fora períodos longos de proibição de nem mesmo se falar, o chamado "Peniel". Acho um absurdo práticas tão rudimentares serem implantadas dessa forma, quase que ditatorialmente. E o que nos resta é expor observações como as suas, que fazem os livres de mente e de portas abertas para os questionamentos pensar e repensar como estão vivendo.

      Mhel Rodrigues

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    3. Comentando um pouco sobre o post ( nao perderei meu tempo com esse ser assexuado e anonimo que escreveu tamanha imbecilidade), gostaria de ressaltar o carater machista das religioes. Nao é aplicado o mesmo peso e medida, no que diz respeito a virgindade, quando se trata de homens e mulheres. Nao estou levantando nenhuma bandeira feminista, porque tambem nao sou adepta a isso, mas esse é um outro discurso. Se observarmos a historia, veremos que a sexualidade(entendo dizer no seu senso amplo: atraçao, desejo, libido, prazer...)feminina é legada a simples funçao de procriaçao. Os homens, na Grecia antiga, tinham o direito de trair suas mulheres com prostitutas, porque haviam eles, e somente eles, a necessidade de prazer, pois, na época, poderiam ate adoecer se nao o tivessem. As ditas " casas de tolerancia" tinham exatamente essa finalidade, e eram aceitas e toleradas por todos e todas com muita naturalidade. Nos dias atuais vejo ainda a intolerancia ainda muito forte com a sexualidade feminina. Talves seja uma opiniao bem particular, quem sabe...

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    4. Gostaria de expor minha opnião.
      O post é bom, mais ainda é uma visão externa e radical vista de fora.É certo dizer que aqueles que pregam tais ordenanças dentro das igreja, ou até impõem certas leis, estão errados. Pois impõe algo que deve vir de seu intimo coração e boa vontade como a propria palavra diz - "Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem.

      De sorte que, o que a dá em casamento ( virgem ) faz bem; mas o que não a dá em casamento ( virgem )faz melhor.
      1 Coríntios 7:37-38

      Por que é obvio que o mais importante é o casamento e não a virgindade.Sendo que não podemos deixar de explicar o quanto é importante não atribuir certa liberdade para assim se deixar levar pelo simples prazer e cometer sexo livre e desordenado com qualquer um, pois ai então teriamos um enorme problema.Problemas tais como, gravidez indesejada,doenças S.T.,orgias,prostituições e uma serie de maus que com o prazer do sexo nos deixamos levar a cometer. É correto explicar nas igrejas o quanto o ato sexual é importante no casamento e o quanto nos uni com uma pessoa intimamente e que é desnecessário fazer sexo deliberadamente antes do casamento.Quando falamos de fé, todo ato de obediência a Deus é retribuido com benção na vida de qualquer um, mais não vem a afirmar que um casamento será feliz porque o casal se manteve virgem até o casamento, sua benção virá e isso é certo, mais seu matrimonio será duradouro e feliz se ouver comunhão entre os dois assim tanto com o pai durante todo o seu matrimonio.

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