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    MÃES: ESPINHOS E PÉTALAS

    Nessa semana vivemos uma enxurrada de mensagens às mães, semelhante a datas como Natal. Um saco. Detesto isso e acho o máximo quando vejo alguém fazendo o mesmo fora da data. "Dia das Mães" cheira falsidade e em alguns casos é possível que seja mesmo absolutamente falso. Calma, estou convicto que seja muito mais fruto da profunda admiração e apego à progenitora. Nem é o meu gosto ou desgosto que interessa. Quero comentar o ato de ser mãe, bem pragmático.

    Evidente que ela é mais importante na nossa vida que o pai (sou pai de três e avô da Elisa). Desde o ventre nossa relação com ela é mais intensa, muito mais próxima, determinante em muitas das nossas ações pelo resto da vida. Daí o ''ser mãe'' pode e deve ser analisado. Seria tolice, um crime mesmo, se não nos debruçássemos sobre o assunto com ciência. Deveras haveria total desrespeito se ficássemos no romantismo da beleza. É como um quadro que vai a leilão: sua beleza importa, mas sua história e constituição importa mais ainda.

    O que se tem visto em nossos dias senão um desapego de progenitores à educação das crianças? Sim, estamos diante de uma horda de mulheres que não pensam no que é melhor para a vida do filho. Entre as coisas que são boas para os filhos é a disciplina. Mas não a disciplina para evitar problemas para a mãe. Algumas chegam ao delírio inconsequente de brigarem com os filhos porque se sujam nisso ou naquilo, por exemplo. Colocam seus desejos acima quando não permitem ao filho fazer escolhas, que ditam a plasticidade, quando deveriam tratar de princípios de conduta.

    O caso mais evidente de maucaratismo materno se dá com crianças que ganham as disputas aos berros. Gritam e se jogam pelo chão no supermercado e a mãe, burra e medrosa, dá o que a criança pede. Meus filhos não me causaram essa vergonheira, pois foram duramente repreendidos na primeira tentativa. E não precisei erguer a voz bastou segurar com força o braço e ter voz de comando, voz firme e dura. Dizer ''não'' é amar. Evidente que não me refiro ao ''não pode nada''. Acho que isso está claro. Além desse exemplo tem as que vão à escola ''tirar satisfação'' com a professora porque o guri chegou em casa dizendo que ela brigou com ele sem razão. Este é um caso em que a mãe deveria receber umas belas chineladas na bunda. Exemplos do quão despreparada pode ser uma mãe. Aliás, quem quer ter um filho deveria fazer um curso intensivo!

    Mas, para dizer que não falei em flores...

    Sei que muitas mães são o porto seguro de seus filhos, que são a maior referência de lutas etc. Não há como não me render a isso e assim o faço:

    "Baixinha, a forma como me educaste, tu e o pai (que saudade do véio!), me jogaram para cima das responsabilidades. Como foi bom eu mesmo receber o boletim da escola, como foi bom eu resolver com o vizinho a cerca que estraguei, como foi bom tu não me levar na escola, como foi bom me fazer pagar contas no banco com oito anos de idade, como foi bom saber que não perdeste o sono quando saí de casa aos 17 anos... Sim, se há alguma firmeza em mim, se há algum rastro de homem em mim, se há a capacidade de ir contra a maioria (às vezes), devo a ti e ao pai. Vocês foram muitíssimos sábios. Te amo!"

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