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    SALVARO, TU LEMBRA DE ITAMAR FRANCO?

    A permanência no cargo de Luiz Joventino Selva, chefe de Licitação do governo Clésio Salvaro (PSDB), é de todo reprovável. Duas características do fato: a personalidade do prefeito, conhecida como inflexível; e, a própria noção de dignidade de Selva, que foi coronel do Exército Brasileiro. Porém, essa ladainha, os protestos deste blogueiro e de outras tantas pessoas e jornalistas pode dar resultado. É o que se espera. Calados, passivos, é que não devemos ficar. Sobre esse assunto há algumas considerações.

    Nas explicações de Salvaro, conforme Portal Engeplus, ele afirma que “não nos pautamos por esse tipo de pressão. Aqueles que servem ou serviram ao Governo terão oportunidade de se defender”. Muito bem, não há qualquer, mínima que seja, possibilidade de não se defenderem e não é a permanência, ou não, no cargo que muda isso. Direito de defesa é reguardado pela Constituição.

    Além disso, o prefeito disse que “todo o processo licitatório foi de acordo com orientação do Tribunal de Contas do Estado. Agora, aqueles que foram denunciados terão toda a tranqüilidade de apresentar as suas defesas.” Ou o prefeito não tomou conhecimento do inquérito, ou fez uma avaliação absolutamente parcial. O TC não manda fraudar documentos! O TC orienta em relação ao processo, não ao conteúdo dos documentos, o que deve estar escrito.

    Entre seus argumentos para não exonerar Selva ele citou a Ideli Salvati. O caso da ministra das Relações Institucionais, é imensamente diferente, pois não há documentação que a condene. O fato de receber doação de campanha de uma empresa que vendeu para o Ministério da Pesca, que ela esteve à frente, não tem em si mesmo erro, nem crime. O que há é uma coincidência de fatos, mesmo que absurda, mas sem ilicitude. Ninguém pode ser condenado pela relatividade moral. No caso de Criciúma é documental e se o MP levasse em consideração a relatividade moral o próprio prefeito estaria indiciado.

    Apesar do jogo de palavras de Clésio Salvaro, típico do político rasteiro, é bom lembrar que pela política também passam pessoas de boa índole e de um mínimo de vergonha na cara. Como mostra o texto a seguir.

    "Ex-chefe da Casa Civil no governo Itamar Franco, Henrique Hargreaves se tornou uma exceção ao decidir deixar o cargo temporariamente quando se tornou alvo de denúncias públicas. Citado como possível envolvido em um escândalo de desvio de verbas do governo federal, investigado pela CPI do Orçamento, Hargreaves preferiu deixar o cargo – segundo ele, para não prejudicar o presidente.Depois de todas as investigações, nada foi concluído contra o ministro, que acabou retornando ao posto e ganhando elogios por ter se afastado durante o período de acusações." Gazeta do Povo.

    Pede pra sair Selva, pede pra sair!!!

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