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    AS PRISÕES NA PREFEITURA DE IÇARA (fotos)

    Promotor Medina (centro) disse que o esquema envolve muita gente

    Ação deflagrada pela Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), composto pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil e Polícia Militar, na manhã de hoje, prendeu sete pessoas em Içara em cumprimento de oito mandatos de prisão. Um oitavo suspeito não foi localizado. Todas ligadas à prefeitura e ao Samae, sejam servidores ou empresários que participariam de um esquema de desvio de dinheiro da ordem de 10 a 15% dos recursos de obras públicas. O montante ainda será apurado. Para tanto documentos foram apreendidos no Paço e Samae de 2009 para cá, por conta de desvios detectados a partir de Maio deste ano.

    Entretanto, nomes não foram revelados, nem de pessoas, nem de empresas envolvidas, inclusive de funcionário de uma agência bancária do município (sem o envolvimento do Banco, propriamente dito). Segundo o promotor público Maurício Medina, que coordena o Grupo, o esquema é muito grande e bem maior do que o encontrado em Criciúma no caso das lajotas. Como as ações dos fraudadores de documentos e licitações estavam em curso as prisões se fizeram necessárias. Diferentemente de Criciúma cuja ação dos indiciados havia cessado com as investigações da CPI do Esgoto. Portanto, muito mais esperam apurar e novas prisões poderão ser feitas. O Gaeco optou por pedidos de prisão para estancar a sangria do erário público identificada pela investigação presidida pelo delegado Airton Ferreira.

    O Gaeco usou de escutas e campanas, além de documentos analisados (notas fiscais falsas e superfaturamento) ao longo de seis meses. Também foi observado "nível de vida incompatível com rendimentos", disse Medina, sobre alguns dos envolvidas até o momento.

    A iniciativa da investigação não partiu de denúncias objetivas, mas do monitoramento que o Gaeco vem fazendo sobre órgãos públicos, segundo relatou o delegado Ferreira. Suspeita-se que novas prefeituras sejam alvo de investigação do Grupo que atua contra o crime organizado.

    Sala do Gaeco ficou pequena para a imprensa

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