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    BOMBA: Oncologia pediátrica pode parar em Criciúma!

    Oncologia pediátrica prestes a fechar as portas em Criciúma, onde são atendidas, em quimioterapia, em torno de 25 crianças e adolescentes de várias regiões. O município é o único centro que ainda se propõe a descentralizar o atendimento em oncologia pediátrica no Estado.  Criciúma tem todas as condições de se tornar um centro de referência, no mínimo regional, no tratamento de câncer infanto-juvenil. Contudo, as informações que me chegaram são assustadoras, como passo aos amigos.

    A estrutura do HSJ está aquém das condições necessárias aos tratamentos da especialidade, necessitando de investimentos vultuosos. A ausência de uma estrutura exclusiva para oncologia pediátrica com técnicos, enfermeira especializada e cuidados específicos para com a criança com câncer traz uma série de incertezas para os profissionais ligados à especialidade. Os dois médicos que atuam hoje já pensam em deixar a cidade. Não somente porque desejam trabalhar com mais dignidade, mas também porque receberam propostas. Um terceiro profissional, absolutamente necessário, poderia vir em 2013 caso a estrutura viesse a ser melhorada. Demanda tem!

    Com relação à remuneração, os médicos não têm contrato com valor fixo com o hospital e recebem um percentual das sobras dos repasses para as quimioterapias de seus pacientes. Entretanto, há um atraso de, no mínimo, dois meses no pagamento destes repasses. Pior, o governo do Estado estaria repassando entre 10% e 15% do total devido, sendo o restante retido até uma data nunca sabida, chegando a seis meses de atraso. Isso rendeu aos médicos no primeiro semestre algo em torno de R$600,00 por mês. Em troca oferecem atendimento médico ao menos seis horas por dia, com duas avaliações por dia, avaliações nos finais de semana e feriados e mais sobre-aviso de 24 horas, todos os dias da semana, com ida ao hospital em madrugadas para atendimento de urgências, por exemplo.

    O repasse, proporcionalmente, teve uma redução de 30% de 2011 para 2012, até o momento, conforme dados do quadro baixo.



    A obstinação dos médicos tem limite.

    Há cerca de duas semanas, em reunião com a direção do HSJ, os médicos tiverem uma surpresa ao receberem a resposta sobre o que a instituição hospitalar poderia fazer para melhorar: "Vocês podem ir atrás dos recursos necessários que nós apoiamos", teriam ouvido da direção. Ou seja, além de não serem pagos adequadamente, não terem as condições necessárias para trabalho, os únicos tecnicamente capacitados, são vistos como os "chatos", pois não aceitam as conformidades atuais. Querer que os médicos militem politicamente e mobilizem a comunidade chega a ser hilário.

    Em última tentativa, os médicos estão mobilizando Secretaria de Estado de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores e agora a população a assumir a responsabilidade da escolha de que tipo de atendimento a região Sul de Santa Catarina e Planalto Serrano querem dar aos pacientes infanto-juvenis com diagnóstico de câncer.

    O Secretário Adjunto da Saúde do Estado, Acélio Casagrande, disse não ter qualquer informação sobre atraso no repasse ou problemas que envolvam a especialidade.

    Nesta quarta-feira (04/07) vereadores de Criciúma, mobilizando outros legislativos da região, porque isso diz respeito, inclusive, à região de Lages, devem ter encontro com a direção do HSJ.

    2 comentários:

    1. é. é. outro absurdo é a maternidade nova que tem no SC estar fechada tantos anos após as obras vale os andares de cima prontos.

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