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    SENTI VERGONHA DE SER BRASILEIRO

    Durante a XIII Caminhada das Estações Anjo, nesse sábado, dia 23, tive o prazer de conversar com o Tomás, um angolano de 24 anos, há três anos estudando psicologia na Unesc. Evidentemente quis saber sobre as diferenças culturais apesar de falarmos, em tese, o mesmo Português. Para minha surpresa a língua não foi o problema para este imigrante. O choque cultural, que o impressionou sobremaneira, ficou por conta de dois aspectos comportamentais, os quais me causaram grande constrangimento.

    Primeiro, ele foi enfático: "Não peitamos nossos pais!" Disse o Tomás que enquanto o pai está falando ele e seus 11 irmãos não saem de sua presença. Da mesma maneira os de sua comunidade, com as exceções de sempre. Caso um erga a voz ou algo semelhante que seja desrespeitoso é feita uma reunião de família. Sequer viram as costas para um pai enquanto esse chama à atenção. É um aspecto da cultura desse país que, deveras, é muitíssimo superior à do Brasil.

    Segundo, para eles é escandaloso que um aluno de faculdade saia da sala sem a permissão do professor, sem consultá-lo para isso. Não há conversas paralelas e é inimaginável que um aluno atenda o celular ou acesse o Facebook em sala de aula, enquanto o professor ministra. Preciso dizer como é aqui?

    Estes dois aspectos me fizeram sentir vergonha de ser brasileiro. Transformamos nossa cultura em lixo social e familiar em nome de uma liberdade perniciosa e absolutamente maléfica. E o que fazer? A possibilidade remota é uma geração, que não será a dos nossos filhos, erguer-se contra essa postura e chamar para si a responsabilidade de uma nova sociedade, na qual pai e mãe tenham autoridade.

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