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    SINDICÂNCIA NA PREFEITURA

    Não tenho razões para dar qualquer crédito para sindicância interna de prefeitura, mesmo sendo conduzida por servidores efetivos. Digo isso por duas razões: os membros da comissão são escolhidos pelo próprio prefeito; e, os servidores podem ter os mesmos vínculos partidários que quaisquer outros em cargo comissionado.

    Logo no início do governo Décio Góes um servidor efetivo foi flagrando pedindo jabá pra ajeitar as dívidas de uma grande empresa de Criciúma. (Gostaria muito de dar os nomes, pois sei de todos, mas você ficaria com a informações e eu com um processo, provavelmente). A coisa foi descoberta porque o secretário de Finanças foi abordado num evento, conversa de pé-de-orelha, por um dos diretores da empresa, pedindo para baixar um pouco o valor pedido. Isso por considerar que o servidor agia a mando de seu superior. O secretário ficou surpreso e chamou o servidor que confessou o caso, mas não assumiria uma dessas. Enfim, foi instaurada a sindicância que, obviamente, deu em nada. A única coisa que restou ao secretário foi afastar o servidor, que passou a curtir a vida, recebendo seu salário em dia e fofocando na praça Nereu Ramos.

    Isso se dá porque os servidores, muitos deles, têm vínculos partidários ou também fizeram das suas. Como um sabe do outro as forças se anulam: "eu não te denuncio e você fica me devendo essa." É isso que ocorre quando grupos recorrentes no poder se alternam. Ora, seria óbvio que até a reeleição de Luiz Henrique da Silveira, que tínhamos mudanças radicais no eixo político a cada quatro anos, houvesse uma depuração. Porém, não vimos muita coisa, ou nada. De um lado e outro, rabinhos bem presos.

    E agora vemos o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, instaurar uma sindicância dadas as denúncias do Ministério Público do Estado. Essa sindicância está suspensa à espera de uma auditoria nas obras feita peça Unesc. Ou seja, além de dar mais grana para a universidade e, assim, molhar o bico da direção daquela instituição, ganha mais tempo e não se tem certeza de que isso seja encaminhado de forma idônea.

    Em suma. Não vejo razão alguma para acreditar que chegarão a algum lugar com isso.

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