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    O BRASIL QUE NÃO ESTÁ NA CARTILHA SOCIOPATA

    As coisas mudaram tão rápido que entendo que alguns não tenham percebido. O Brasil é de tal forma outro, de há 30 anos, que não deu tempo de mudarem os discursos e reproduzem a cartilha de uma esquerda que usou essa mesma cartilha como papel higiênico. Ainda falam no domínio das elites como se fosse possível identificar essa elite, ou que ela é mesma desde sempre por aqui. Também falando dos conservadores, sem muita clareza obviamente, como se tudo o que os que querem preservar seu status quo fosse absolutamente mal. Por fim, atestam que seu ''lado'' está com toda a razão sem ao menos perceberem o que de fato os tais alimentadores do discurso estão fazendo no poder. Enfim, vejo tanta incoerência que vou me limitar às tais elites.

    Falar em elite escravocrata e conservadora no Brasil de hoje é atestar ignorância. Onde está a tal elite escravocrata do século XIX? Totalmente dissipada e, em partes, extinta. Surgiram novas elites, de novas famílias, cujo poder está na ascensão econômica, não nas terras herdadas ainda no tempo das capitanias hereditárias. Via de regra, em pleno século XXI, que está na elite sabe que seu poder está no avanço da sociedade, não exatamente na manutenção de currais eleitorais ou coisa que o valha. Tampouco podem se alicerçar em dominar seguimentos produtivos porque há interação com o mercado internacional e qualquer um que queira ser rico enfrentará concorrência de empresários de qualquer parte do mundo. Enriquecer brigando apenas no mercado interno é impossível, pois o Brasil está no mercado globalizado, não é uma ilha. A vinda de capital econômico externo, bem como o apelo da Europa para que os daqui invistam lá, é mais que suficiente para deitar por terra esse arrazoado anacrônico de domínio do país por meia dúzia. Pior, achar que a mídia seja tão forte que domine as mentes da Nação.

    Chega a ser ridículo, mas parece que dizer o óbvio se faz necessário. Um dos ícones da tão praguejada "imprensa golpista" é a Veja. Entretanto, mesmo que assim o fosse não estaria na condição de inventar quem é ou não milionário ou bilionário no Brasil. Além disso, o periódico faz menção à publicação da revista estadunidense Forbes ao identificar em que mãos está o poder econômico por aqui. Ou seja, a fonte é crível pela distância das disputas tupiniquins em que está. A matéria completa de Veja você lê AQUI.

    Logo de início o texto resume bem a condição de mudança ocorrida no país a partir da abertura econômica promovida por Collor de Mello: "Na mais recente lista da tradicional revista americana Forbes, o Brasil atingiu a marca recorde de 30 bilionários. Em relação à listagem anterior, 12 novos brasileiros passaram a integrar o ranking dos mais ricos do mundo. Essa elite empresarial tem seu embrião nos anos 90, quando a mentalidade dos donos do dinheiro no Brasil começou a sofrer uma séria mudança." 

    Vale lembrar que Lula passou para este grupo seleto em oito anos como presidente. E qual a ligação que este retirante tem com as tais elites históricas? Absolutamente nenhuma. O ex-torneio mecânico é elite.

    VEJA de 4/10/1995: Os novos milionários
    "Quando se toma o poder do dinheiro como referência, pensa-se logo no rei da soja Olacyr de Moraes, no capitão de indústrias Antonio Ermírio ou no homem de TV Roberto Marinho. Integram as listas dos pouquíssimos brasileiros com patrimônio pessoal acima de 1 bilhão de dólares. Mas, atenção, há novidades na calçada. Uma nova elite que criou fortuna nos últimos vinte ou trinta anos está aparecendo para fazer companhia à velha. (...) A elite empresarial mais antiga cresceu num ambiente em que as empresas eram altamente subsidiadas pelo governo, com financiamentos ou com contratos, ou então protegidas da competição estrangeira. Isso criou um cacoete. Os empresários podiam impor seus produtos e seus preços aos clientes, e por isso não buscaram eficiência. Pagavam mal os funcionários, mas queriam fidelidade. A nova elite não conta com subsídio, bate de frente com a concorrência externa, briga pelos clientes, paga bem e exige resultados dos funcionários que contrata, e abre o capital na bolsa para ampliar o negócio com o dinheiro de terceiros."

    VEJA de 16/3/2011: Bilhão Novo
    "Dez anos atrás, havia 538 bilionários no mundo, de acordo com a tradicional lista publicada pela revista de negócios americana Forbes. No mais recente ranking, os afortunados cujo patrimônio pessoal supera 1 bilhão de dólares chegaram a 1 210, o maior número já registrado, impulsionado pelo enriquecimento dos países em desenvolvimento. Dos 214 novatos, 108 são dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Hoje, um a cada quatro bilionários vive em algum desses quatro países, enquanto, há cinco anos, a proporção era de um a cada dez. A China possuiu 115 bilionários, número inferior apenas aos 413 dos Estados Unidos. No Brasil, os bilionários passaram de apenas seis, em 2001, para um total de trinta."

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