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    PROTETORES DOS ANIMAIS E A BÍBLIA

    Quando Moisés apareceu com os dez mandamentos teria dado início à legalidade na história do povo Hebreu. Outras tantas leis surgiram entre os povos através dos tempos. Nenhuma, até bem pouco tempo, dava qualquer atenção aos animais silvestres para que fossem preservados do ímpeto humano de matar e os domésticos aceitou sem qualquer contestação. Desde sempre os animais fizeram parte do cardápio humano, a exemplo da própria natureza, onde há uma escala alimentar e os carnívoros estão no topo. Contudo há mais a ser considerado.

    Nos 10 Mandamentos de Moisés está escrito: "Não matarás." Porém, em seu contexto, limita-se a ação do homem sobre o homem. Um pouco antes disso, vemos Abel matando para prestar culto. E retroagindo ainda mais temos deus matando apenas para cobrir a nudez do primeiro casal, como você pode conferir em Gênesis capítulo três. Por todo o livro sagrado há matança de animais. Na saída do Egito teria havido a morte de um animal por família. Como calcula-se 400 mil pessoas, famílias eram grandes e certamente havia famílias pequenas, podemos dar uma média de 10 pessoas por família. Ou seja, teriam morrido, numa noite, 40 mil animais apenas para salvarem-se da morte, como se Deus precisasse de algum sinal para ver quem era quem. Dizem que seria para demonstrar obediência. Sim, mostraram muita obediência nos anos que se seguiram...

    A morte de animais em rituais é coisa antiquíssima. Está em incontáveis culturas ao longo do tempo e ainda persistem em cultos em todos os continentes. Ou seja, parece que os deuses conspiram contra os protetores dos animais. Ou, como prefiro pensar, não tem Deus algum nessas expressões de fé, inclusive na Bíblia.

    Se ainda há quem use do argumento de que estamos noutros tempos e o Novo Testamento bíblico tenha abolido o sacrifício de animais, devo dizer que se foi da vontade do deus hebreu, permanece como sendo do deus cristão. Pois aprovou um dia que isso fosse dessa maneira.

    Um cristão não teria como ser um protetor de animais, contrário ao uso deles em rituais, pois seu deus instituiu tais atos como sendo de culto, mesmo que num passado distante.

    2 comentários:

    1. Caro André!
      Devo confessar que não sou uma conhecedora do que a bíblia relata, mas admito respeitar o pouco que sei. Não me considero uma pessoa cristã, no sentindo absoluto da palavra, mas creio em uma força divina. Impossível ter tanta energia positiva sem ter um criador.
      Segundo Provérbios 12:10, “O justo importa-se com a alma do seu animal doméstico.” De fato, as leis de Deus a Israel enfatizavam repetidas vezes a necessidade de mostrar consideração pelos animais. (Deuteronômio 22:4, 10; 25:4).
      O princípio de tratar bondosamente os animais se aplica também ao cuidado dos animais de estimação. Seria muito cruel ter animais de estimação e causar-lhes sofrimento desnecessário por negligenciá-los ou maltratá-los! Aprendi que por vezes é um “ato de bondade” sacrificar um animal que está sofrendo muito, devido a uma doença grave ou um ferimento.
      Apesar de desenvolver um trabalho voluntário na causa animal, não me considero uma grande ativista, mesmo assim compreendo que nenhum animal deve ser sacrificado ou explorado para entretenimento do homem.
      Tenho a compreensão que atuo numa causa muitas vezes questionada e mal interpretada, na verdade tudo que desejo é ter a oportunidade de viver em um mundo melhor. Talvez a maioria dos mortais não consiga perceber que o bem-estar dos seres humanos e dos animais está estreitamente relacionado e que a prevenção das doenças dos animais é importante para preservar a saúde das pessoas, pois, muitas enfermidades humanas provém dos animais.
      Mesmo diante de tantas adversidades e incompreensão sigo firme na causa que luto...
      Abraços fraternos!
      Marcia

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    2. Companheiro André,
      A frase final do teu post, fecha com chave de ouro toda a tua explanação. Real e infelizmente, um cristão não tem como ser um protetor dos animais.Cristão e animal estão em campos diametralmente opostos!!!( São Fco. de Assis é uma rara e grata exceção!!) E a prática deles ( os cristãos) tem corroborado para que seja verdadeira a sentença dada. Basta que os observemos!!! Os cristãos, de maneira geral, subjugam os animais. Eu, atualmente, estou vivendo um momento muito triste pois, no último dia 30 próximo passado, assassinaram a minha cachorra 'Sasha' por envenenamento. Moro na rua da Palha, em Içara, num reduto predominantemente de cristãos. Católicos e evangélicos. Daí, posso inferir, sem medo de errar, que o F.D.P. que a assassinou é cristão. E muito provavelmente, no domingo seguinte ao crime este mesmo F.D.P. foi tranquilamente na igreja comungou a hóstia santa com os irmãos ou participou da santa ceia no culto da seita evangélica em que congrega, com a maior limpeza de consciência!!! Tudo isso porque ele( cristão F.D.P.!) tem a 'outorga' do deus dele que lhe garante total domínio para encher e submeter sobre tudo que na terra há ( plantas,animais,etc..., cfe. Gen.1, 28-29). Enquanto que para os outros seres viventes, apenas a relva como alimento!!!( cfe. Gen. 1,30)
      Penso que somente com o passar do tempo é que poderemos corrigir esta milenar anomalia e, revestidos, cada dia mais, com o manto do humanismo, darmos o devido respeito e proteção que os animais precisam e merecem.
      Abraços do Betinho Gaúcho.

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