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    OS ERROS EM SANTA MARIA

    Meu filho Gabriel questionou se valeria mesmo ficar nas redes sociais falando da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Eu disse que sim e dei dois exemplos. Mas vamos aos erros sem ordem de relevância ou cronologia, além da responsabilidade individual de ir a um local.

    1. Não sabiam que fumaça tóxica fica acima de um metro, geralmente. Bastava deitarem-se;
    2. Não receberam treinamento de evacuação e agiram com pânico;
    3. Empresários totalmente sem repeito às diretrizes de segurança;
    4. Banda sem conhecimento do que estava fazendo e do risco de usar um sinalizador;
    5. Pais que não vão além de um ''se cuida'' e um ''deus de abençoe'';
    6. Prefeitura que não age para não permitir que um local funcione sem as condições devidas ou fiscais que preferiram um ''por fora'' pra fazerem vista grossa.
    (Acrescente alguma observação nos comentários, se quiser)

    Do Brasil On Line (BOL): "Para Valdir Pignatta e Silva, professor da Poli/USP e especialista em segurança contra incêndios, houve ali uma sucessão "absurda" de erros. Ele cita a falta de sinalização para a saída de emergência e o fato de haver apenas uma porta de acesso ao local. Também afirma que o teto da boate era feito de material inflamável. O pesquisador da Coppe/UFRJ (Coordenação de Programas em Pós-Graduação em Engenharia) Moacir Duarte diz que as pessoas foram vítimas de uma "desorganização primária". "Um vistoria simples, de menos de duas horas, feita por um bombeiro, bastaria para vetar o local para a realização de shows", disse. "Há uma cadeia enorme de responsabilidades." Além das falhas na estrutura, Duarte cita ainda o problema da falta de rádios para a equipe de segurança. Sem saber o que acontecia, seguranças na porta da boate pensaram inicialmente que o tumulto havia sido causado por uma briga e barraram as pessoas para que elas não deixassem o local sem pagar a conta. Enquanto isso, outros funcionários tentavam combater as chamas em outro local.

    Longe de ter um culpado o que temos, nesses casos, é uma sucessão de erros com base em algo em comum: falta de informação. Desde a vontade de estar num local de pessoas aglomeradas, que aumenta exponencialmente todos os riscos individuais e coletivos, até a capacidade da constituição de uma casa noturna sem atentar para regras de segurança. E nem me refiro às Leis. Ora, os quatro sócios optaram por não tomarem as providências óbvias independentemente de fiscalização, haja vista que as normas são acessíveis. Por fim, é prerrogativa do poder público fiscalizar. Mas nesses casos é comum rolar um jabá... Há anos eu venho dizendo que, na condição de prefeito, eu investiria imediatamente em fiscais. Sim, faria isso no primeiro dia de mandato. Repito, digo isso há anos!

    Quanto à observação do meu filho. Bem, as redes sociais poderiam servir muito bem para advertir as pessoas para informações como estas acima. Ora, falam da balada sem falar de como se portar nesses casos.

    As mortes em Santa Maria são resultado da falta de informação!

    Querem outro exemplo? Qual prédio ou escola faz plano de evacuação e simulação? Ora, está aí, diante dos olhos que não há qualquer preparação para fatalidades e isso não é culpa do governo, mas das pessoas.

    Um comentário:

    1. Muito bom conselho. Ótimo texto e excelentes observações.

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