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    AVALIAÇÃO DOS TRÊS PRIMEIROS MESES DA CÂMARA DE CRICIÚMA

    Confesso que não é um prazer ficar pesquisando no site da Câmara de Vereadores para poder publicar os feitos do edis nos três primeiros meses que você confere clicando AQUI. Na época em que eu ficava fuçando por lá, examinando documentos, tirando cópias, etc, era mais empolgante, mas menos produtivo. Faço-o porque sei que esse trabalho é coisa de uns raros. Talvez um ou outro formando em busca de informações para um TCC, seja capaz disso. Então, vamos ao que interessa: uma avaliação do material.

    Do momento em que oficializam uma candidatura até o dia da posse temos seis meses de um candidato respirando a ideia de ser vereador. Contudo, podemos dar um ano, no mínimo, em que sua mente remói a vontade de representar o povo. É comum que alguns trabalhem quatro anos para chegar lá, além dos que se reelegem. Ou seja, tempo para trabalharem propostas não lhes falta. Aliás, se há algo que os motive são justamente as propostas que levarão ao Legislativo, suponho.

    Ora, passado tanto tempo, observado a cidade e seus cidadãos por tanto tempo, tendo vivido e convivido com as demandas do povo, recebendo as mais diversas solicitações, é óbvio que o vereador, tão logo assuma seu posto, despeje um amontoado de proposições, indicações e projetos de Lei sobre a mesa da assessoria jurídica e da Comissão de Constituição e Justiça, primeiros passos. Caso fosse trabalho demais para os envolvidos é de se esperar que priorizem o que têm de melhor. Seria o óbvio. Mas não é!

    Alguns dos eleitos vê-se que são gente um tanto mais simples, que vêm de experiências que, sequer, sabem para que serve a Câmara de Vereadores. Seguem a média do povo que pede coisas que não são afetas ao cargo. Vereadores que vão no embalo do pedincho sem ao menos analisar a fundo como no caso do Macir Dajori que solicita mudanças num trevo que não precisa mudar - o da Centenário com a Jorge Elias De Lucca. Imagino que tenha ouvido um morador que exagerou nas considerações para dramatizar etc. Entretanto, de alguns espera-se mais.

    O exemplo da minha mais absoluta decepção (gerei em mim uma expectativa) está em Ricardo Fabris (PDT). De um jornalista (editor-chefe do JM e rádio Eldorado), chefe de gabinete de Anderlei Antonelli e Eduardo Moreira em Florianópolis, é natural que se espere proposições das mais elevadas possível. Este edil, dada a proporção de sua experiência, é a fragorosa pasmaceira política que já tive o desprazer de ver.

    Do ponto de vista da proporção das iniciativas e por sua aparente inexperiência a Camila Nascimento (PSD) me surpreendeu. Boa ideias, simples e de bom alcance. Da mesma forma Edson Aurélio (PSDB). Daniel Freitas (PP) entrou como revelação, com amplo apoio da juventude do Centro. Contudo, ficou aquém desses retrospecto. Paulo Ferrarezi (PMDB) começou com boa fiscalização às ações da prefeitura sem, contudo, um volume que corresponda aos muitos anos de atuação comunitária na Vila Manaus. Júlio Colombo (PP) por pouco passa em branco. Jévis (PDT), Sírio (PP), Tita (PMDB), Tati (PSD), Mello (PT) e Zilli (PMDB) nada demais. Zero mesmo, indignos do cargo, se mostraram Verceli Coral (PSDB) e Toninho da Imbralit (PMDB). Coral ficou os três meses em campanha como vice de Márcio Búrigo. Teria sido mais respeitoso se pedisse licença. Ao contrário, preferiu os proventos sem dar qualquer coisa em troca. Toninho fez jus à compra de votos em que foi flagrado: ''tá nem aí'' para o eleitor.

    Notaram que não há uma relação direta entre ser atuante e seu partido?

    São apenas três meses. Há muito pela frente e devemos ficar atentos. Vale lembrar que a atuação do vereador vai além da atuação legislativa a que me ative. Tem a função de analisar o que o Executivo manda. Neste sentido tivemos pouco trabalho vinda do prefeito interino, Itamar da Silva (PSDB). Mas o que passa disso é política partidária. Daí a avaliação fica difícil de ser feita pois é na atividade dentro da Casa que caracteriza a função. O que cada um faz fora poderia fazê-lo como qualquer cidadão.

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