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    LUCRO E ESCRAVIDÃO

    Sobre as grandes marcas ''explorarem'' mão-de-obra barata em países pobres devo dizer que, se essas marcas tivessem que pagar sempre bem seus funcionários ou as empresas que lhes servem, não levariam trabalho para países pobres. Permaneceriam no ''primeiro mundo''. Além disso, não é necessariamente uma escolha simples, haja vista que queremos pagar menos e o preço final tem muito mais que mão-de-obra. É também necessário entender que isso significa transferência de tecnologia e a criação de uma rede de serviços e manutenção de equipamentos etc. Olhar apenas pelo ângulo do salário X escravidão é minimizar a questão.

    Lembram-se das montadoras que quebraram nos EUA? Pois é, pagavam muito bem seus funcionários até que os Tigres asiáticos entraram em cena. Ou seja, é o óbvio: paga-se bem até que a lucratividade esteja em risco. E quem, em sã consciência, vai manter uma empresa sem lucro?

    Mas o que compõe o preço de venda para vislumbrarmos a engenharia que envolve um tênis produzido no Afeganistão? Bem, sem muito detalhes, mas indo ao essencial: fornecimento de matéria-prima, mão-de-obra, o custo de prestadores de serviços (manutenção etc), transporte, custos fixos (energia, água etc), administração, desenvolvimento (principalmente na moda), departamento comercial e mídia.

    Todos os estudos apontam que boa parte das falências têm o ingrediente do não cálculo preciso de todos os custos. Fazer o preço de venda é uma ciência e limitar ao salário é desconsiderar tudo que envolve um par de tênis até que esteja no teu pé.

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