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    A MENTIRA DO PÓ AO PÓ

    Pois bem, diz no capítulo três de Gênesis, verso 19: ''porquanto és pó, e ao pó tornarás''.

    Este texto é clássico em funerais e absolutamente desprezado em seu contexto. Ou seja, é citado à parte do que, de fato, significava. Eu digo ''significava'' porque perdeu seu sentido, mesmo estando no sacrossanto texto bíblico.

    Ora, na base da construção bíblica está a Torah, os cinco primeiros livros. Neles não há céu, nem inferno. A relação com Jeová é totalmente vinculada à esta existência, a terrena. A perpetuação do homem estava em sua descendência. Daí a necessidade de gerar filhos aos homens (as mulheres não contavam, não geravam descendência. Por mais incrível que possa parecer vindo de um livro que atribuem à Deus a autoria). Dois dos casos mais absurdos desse aspecto estão em Gênesis 19 e 38. Neste segundo capítulo Onã é morto pelo próprio Deus porque não quis engravidar a viúva de seu irmão e dar descendência a ele! É como se condenasse seu irmão ao nada, quando poderia perpetuá-lo.

    Não havia céu e, portanto, não havia vida após esta vida. Por isso do pó ao pó, da matéria à matéria, não ao Paraíso ou um tal mundo espiritual. A ''construção'' da ideia de céu veio depois da Torah. Ora, teria Deus criado o direito de seus fieis ascenderem a este lugar depois? Não! O fato é que a Bíblia é um punhado de crenças dentro de uma cultura, a qual sofreu mutações. Não se trata de verdade divina, mas de explicações humanas. Esse povo que hoje fala em vida após a morte (física), considerando que descendem da mesma concepção sobre Deus, um dia não creu em céu/inferno e isso junta-se a outras tantas mudanças ao longo do tempo.

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