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    ANDRIW LOCH - A RESPOSTA AO DCE DA UNESC

    Nota sobre os reais motivos da minha saída do DCE:
    Resumo:
    • Os créditos solicitados por mim, tem a finalidade de cobrir mensalidade de quem se dedica exclusivamente ao DCE;
    • Assinei um ofício (por equívoco) como presidente e outro como vice (mas este eles não citam, pois prejudicaria seu argumento);
    • Não infringi nenhum artigo, não sei o que dizer desta acusação porque nem faz sentido;
    • O dinheiro retirado por mim, foi informado e consentido pelo presidente do DCE;
    • Não abandonei a gestão, fui coagido a sair (apesar de reconhecer que foi a melhor coisa que aconteceu);
    • Irresponsabilidade com o caixa da sinuca ( só tenho a dizer que achei isso engraçado);
    • O DCE hoje é coordenado pela UJS (União da Juventude Socialista), que apesar de não haver uma filiação formal, está diretamente vinculada ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil);
    • Os membros da Diretoria Executiva, não filiados à UJS, saíram do DCE;
    • O Presidente do DCE quer convocar uma Assembleia Geral e nomear, vice presidente, tesoureiro, vice e vice secretária, para ele a eleição é dispensável;
    • Por fim, apenas lembro que no período em que fui presidente, ele era vice, me parece bem conveniente ele se eximir de responsabilidades agora.
    Quem não estiver a fim de ler tudo, é isso, quem quiser saber mais detalhadamente.
    Segue o textão:
    Como algumas pessoas sabem, não faço mais parte do DCE da Unesc, entidade que representei como presidente até o final do ano passado. Estava esperando o melhor momento para falar sobre isso, mas considerando algumas falácias apontadas por alguns membros do Diretório, acredito que não haja melhor momento. Uma nota foi publicada sob o argumento de “esclarecer” as coisas, porém citando apenas as partes convenientes ao grupo político dominante hoje lá dentro. Tratarei de falar as coisas da forma mais ampla possível.
    Trabalhei desde o início da faculdade, porém fui “obrigado” a parar quando fui presidente do DCE, em função dos compromissos seria impossível conciliar as duas coisas. Para que pudesse me manter na Universidade, utilizei uma bolsa de Créditos, que tem como finalidade o pagamento da mensalidade de estudantes que se dedicam ao DCE, que evidentemente era o meu caso. No início de 2016, enquanto vice-presidente, fiz pedido da mesma bolsa perante os órgãos competentes na Universidade (CPAE e Departamento Financeiro). De forma equivocada e até por falta de atenção, o ofício destinado à CPAE, assinei como presidente, porém o ofício destinado ao financeiro (que é quem realmente faz a liberação do repasse) foi assinado como Vice-Presidente. Se eu fosse querer agir de má fé, não utilizaria meu nome, pediria para alguém. Todo mundo na CPAE sabia que eu não era mais presidente e eu não iria querer fazer algo errado colocando meu nome e em algo que possui prestação de contas. É questionável, também, que o ofício que assinei como Vice-Presidente, nem foi citado. A intenção é esclarecer ou “vender uma verdade”?
    Pois bem, após realizar o pedido, tentei contatar o Presidente do DCE, pois este pediu para cancelar o pedido. Informei que estava preocupado porquê perderia minha matrícula, já que não dispunha de meios para pagar. Fui ignorado em todas as tentativas. Quando o encontrei pessoalmente ele só me disse para “relaxar”. Na sexta-feira (antes do início das aulas) haveria uma reunião do DCE à noite e ele me pediu para conversar a tarde, o que aceitei. Durante o caminho fomos conversando normalmente como amigos. Ao chegar na sala, fui surpreendido pelo fato de que a conversa não seria só entre nós dois, mas sim entre nós e dois membros da executiva da UJS (União da Juventude Socialista) lê-se, juventude do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), eles disseram que o que eu tinha feito (um pedido de bolsa que era meu por direito) justificaria a minha expulsão do DCE, e coisas afins. Saí da sala, pois não tenho nem nunca tive nada com o PCdoB e também não sei por que eles foram chamados para aquela conversa, afinal o DCE é apartidário (risos).
    Aqui é importante fazer um recorte. As pessoas próximas a mim e ao DCE, sabem que meu problema com a UJS é antigo, pois não concordo com a política utilizada (um exemplo: na eleição que fui presidente, alguém da diretoria da UCE (depois descobri também ser da UJS) que estava aqui para “garantir o andamento do processo correto” quis fraudar uma urna, o que não aconteceu porque não permiti e fui xingado por isso). Este problema fez com que ao longo de um ano tivéssemos várias dificuldades. Ao fim da gestão, discutimos sobre a presidência, em reunião havia ficado o meu nome ou o do atual presidente para a chapa. Em conversa particular, falei com ele sobre a minha preocupação em o DCE virar um “polo da UJS” o que ele me garantiu que não aconteceria. Porém assim que eleitos, iniciou a filiação massiva à UJS e quem não fosse parte do grupo era retaliado por qualquer opinião contrária (o que acontecia comigo e outras pessoas), a convivência foi se tornando cada vez mais difícil, pois infelizmente o DCE estava dividido em dois grupos os “pró-UJS” e os “contra UJS”. Eu, evidentemente estava no segundo grupo, o que era um grande incômodo para eles. Afinal, como concordar com um DCE que se diz apartidário e antes das reuniões do Diretório reúne a juventude do partido para discutir o que vai acontecer na reunião. Claro, isso é um resumo de N coisas que aconteceram.
    Voltando ao dia da minha saída... após a nossa conversa, houve reunião do DCE (em que estavam presentes quase que só membros da UJS). Ao final da reunião, foi dito que: eu havia tentado roubar dinheiro do DCE (utilizar uma bolsa criada com a finalidade de quitar mensalidade de quem se dedica exclusivamente ao DCE) e assinar como presidente propositalmente (o ofício que fiz para o financeiro diz o contrário). Tiraram cópia do ofício que assinei como presidente e distribuíram para quem estava presente na reunião, além de estarem como uma carta de renúncia já digitada. Fiquei praticamente 2h sendo acusado pelos “companheiros” (como adoram se chamar) de coisas que não havia feito. Ao final, foi dito que se eu não assinasse a carta iriam expor tudo (tudo o que?) que eu havia feito. Ou seja, não abandonei a gestão fui coagido (apesar de hoje ver que foi a melhor coisa que fiz).
    Após a minha saída, outros membros começaram a sair (não por minha causa, mas porque viram que a política lá está cada vez mais suja), principalmente em função do claro recebimento de diretriz partidária que o DCE recebe. Em função de toda essa situação (e razões pessoais), hoje os únicos membros que continuaram na executiva do DCE são as duas pessoas filiadas à UJS. Devido a renúncia dos membros o Diretório não tem como se gerir, pois para saque de dinheiro é necessária à assinatura do tesoureiro, que também renunciou. Não existe hoje, maneira de sanar essa situação, a não ser uma nova eleição. Evidente que não há nesse grupo (UJS), dignidade o suficiente para fazer isso. Para que realizar eleição, se o presidente (na cabeça dele) pode convocar uma Assembleia Geral e nomear os cargos? Afinal, estudantes, ao que parece o voto de vocês é apenas um teatro.
    Importante lembrar, também, sobre o “dinheiro que peguei sem autorização”. Tínhamos uma viagem para fazer e era comum o DCE usar uma verba de contingência, especialmente eu e o atual presidente, pela função que desenvolvemos no DCE. Às vésperas da viagem (em um sábado) e já em época de férias, não conseguíamos falar com o presidente e o DCE iria fechar. Como já havia passado a data do repasse e o CA ainda não havia ido buscar, peguei o dinheiro do envelope e a secretária enviou mensagem. A tarde ele me ligou, confirmei isso e ele disse “ok”. Se o CA voltasse a cobrar, era só sacar, simples.
    Por fim, peço desculpas novamente pelo texto gigante, mas não se esclarece uma situação tão complexa com um ofício de menos de uma página. Faria isso se quisesse omitir informações ou falar apenas do que me é conveniente. E quanto às acusação, vale lembrar que o atual presidente era vice-presidente o ano passado. Fica evidente a irresponsabilidade quando uma pessoa que esteve o ano todo nessa função, tente se eximir como se estivesse alheio ao que aconteceu.

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