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    ANÁLISE DO MOMENTO ELEITORAL DE CRICIÚMA

    Qualquer um que se sinta lesado por outrem pode e deve buscar reparação na Justiça. Direito inalienável.

    Desde que Décio Góes, eleito em 2004, não assumiu, vivemos sob a ação da Justiça sobre as eleições. Naquele momento dava-se início a algo que tornou-se uma constante: a judicialização. Mais ruidoso, digamos, a eleição de 2012 a qual gerou um novo pleito em Março de 2013, vindo Márcio Búrigo a ser prefeito. Tivemos a experiência de presidentes da Câmara de Vereadores assumindo interinamente por conta disso. Primeiro com Sergio Hercílio Pacheco, depois com Itamar da Silva. Tudo inimaginável há 12 anos. O que, convenhamos, é um espaço de tempo muito pequeno.

    Agora nos vemos diante de novo fato: a desistência de Claiton Salvaro. Novamente eclode um mar de suposições e teorias de conspirações de toda a ordem. Dos bastidores desse fato escrevi no meu Facebook:
    As informações pipocam. Opiniões não faltam. Tati Teixeira se colocou como vítima ao dizer hoje à tarde numa coletiva de imprensa que foi "apunhalada pelas costas''. Porém, a história não é bem essa. Duas fontes da equipe me asseguraram que por quatro vezes ameaçou desistir, colocando pressão por mais dinheiro, carro etc. A confirmar isso teve sua reunião dias antes com o presidente do PSD, Gelson Merísio, em Florianópolis onde tratou de seu ''futuro político''. Ora, em meio à corrida eleitoral essa reunião não faria sentido. Além disso, registrou em cartório sua desistência antes da manifestação do próprio Cleiton. Faltou a vários compromissos de agenda de campanha, sem, sequer, atender ao telefone. Por sua vez seu marido, Daniel, comentou comigo que haviam dificuldades financeiras da campanha (sic), confirmado também pelas fontes que consultei. Salvaro, diante desses fatos e candidatos a vereador exigindo mais e mais recursos, não vislumbrando uma vitória e gastos exorbitantes, optou pela desistência. Em suma, estou absolutamente surpreso com a postura dela, fazendo desmoronar a imagem que eu tinha. É da política tais surpresas, infelizmente.
    Evidentemente que isso foi negado pela Tati Teixeira, assegurando que não faz política por dinheiro. Sim, suponho que não faça e nem entrei nesse aspecto. O contexto é exclusivamente de atos de campanha. As conexões da narrativa restam abonando meu texto.

    De um lado Clésio Salvaro segue com seus planos de concorrer, mesmo com o risco de o TRE indeferir seu pedido. A mim chega duas versões contraditórias, tanto que não concorrerá dia 2 de Outubro como de que ganhará, vejam só, por 6x1. Até o placar já se "sabe"... Por outro lado, cresce a idéia de domínio por parte da Família Salvaro, capitaneada pelo Tio Henrique. Algo que começa a cristalizar-se nas rodas do Café do Della. O fato é que, até o momento o processo eleitoral segue absolutamente inseguro.

    Márcio, mesmo atrás nas pesquisas de intenção de votos, mantém sua campanha vislumbrando uma vitória.

    O que se pode concluir, ou não concluir até o momento? Pouco. Na minha visão resta o currículo de cada um. De um lado Búrigo tem mais obras que Clésio e uma ''ficha limpa''. Contra ele não há CPIs e nem o Ministério Público a acusá-lo de desvios como na gestão passada no caso das lajotas.

    Se há algo a lamentar é quanto ao eleitorado. Ainda, em sua maioria, querendo votar em quem, desde sua primeira eleição a vereador em Siderópolis, vêm de sucessivas condenações e processos robustos nos quais figura em total desrespeito ao erário e ao próprio eleitor. Caso tenhas dúvida, leia AQUI um desses casos.

    Que futuro espera Criciúma? Em se confirmando a não diplomação de Clésio, considerando sua vitória, teremos a prefeitura sob o comando do presidente da Câmara de Vereadores que não sabemos quem será, nem que ideias teria para a cidade. Um prefeito não-eleito e de quem não se poderá cobrar compromisso algum, pois não fez qualquer promessa. Ou, pior, administrada por quem já resta sabido de administrador nada tem.

    Assustador!

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