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    OLAVO DE CARVALHO, ESQUERDA E DIREITA

    Enfim, tive que discordar do mestre Olavo de Carvalho. Nunca o fiz publicamente porque não me sentia em condições de faze-lo. Mas ocorre que ele disse que "Graças a Kims, Janaínas, Arruinaldos e similares, a resistência popular perdeu todo poder de iniciativa, a direita está esfacelada, desorientada, paralisada por escolhas impossíveis, e a esquerda está se reorganizando velozmente, com muito apoio internacional e uma tremenda capacidade de mobilização no Brasil."

    Ele erra ao esquecer que a Esquerda só existe por causa de suas lutas, não pelo que poderia produzir. A Direita, por sua vez, existe pelo que produz, pelo capital, pelo mercado. O povo, esse que deixou as ruas, está interessado numa vida pacata e trabalhar pra conquistar seus bens. Não quer saber de ir pra rua protestar e isso não tem nadinha a ver com as lideranças que surgiram, como as citadas. A mim, por exemplo, que sou declaradamente Liberal, de Direita, esses nunca lideraram. Tampouco o Olavo me conduziu pela mão ideológica.

    O filósofo também não assume que tem sido liderança e teria falhado da mesma forma, caso estivesse certo. Suas manifestações cativaram parte da população a partir das eleições de 2014. E pelo jeito fez questão de esquecer o papel que exerceu.

    Já a esquerdopatia não quer e nunca produzirá nada porque vive apenas as tais lutas "populares". São sanguessugas sociais. Mobilizam e se reagrupam porque é por isso que existem. É exatamente a mesma coisa que a fé religiosa que acredita em Diabo. Vive e se movimenta a partir de um mal que inventaram, não pelo bem que poderiam praticar.

    O que, então, nós, de Direita, podemos fazer? Bem, há duas possibilidades claras: fomentar o ''direitismo" natural do nosso povo que quer justamente trabalhar e conquistar seus bens com vida pacata; e, eleger caras como Bolsonaro ou Ronaldo Caiado que podem, sim, bater de frente de forma institucional, sem qualquer medo das tais mobilizações. Que sabem que se a polícia deitar o cacete as gentes de bem aplaudirão.

    Sem poder, meus queridos, não há o que fazer.

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