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    A FÉ E OS SÍMBOLOS

    Não preciso crer na existência das pessoas com as quais convivo. Não preciso de que sejam representadas por nada porque estão próximas, posso tocá-las, ouvi-las, vê-las. Este é o centro desta postagem: Por que a fé e o próprio Deus precisam de representações? Não seria "creio porque existe" e nada mais?

    Na prática a fé é a ausência, do contrário não precisaria de mais nada além de si mesma. Nos é exigida fé num ser superior porque não temos qualquer relação de proximidade com ele. Diriam alguns que é o contrário, que a fé é justamente a intimidade. Bem, certamente é o tipo de intimidade que não queres ter com o teu amor...

    Vamos ao símbolo propriamente dito.

    Por que precisamos de representações, objetos, reuniões, rituais e coisa do gênero quando bastaria crer e esse crer nos impregnar com todas as informações da coisa crida? E nesse ponto reside a certeza da dúvida.

    O maior símbolo da Fé Bahá'í é a Estrela de Nove Pontas.
    Para os bahá'ís, o número 9 é sagrado, o número da perfeição, pois é o dígito máximo. Também é o valor numérico da palavra árabe Baha e o número de religiões divinamente reveladas (sabeísmo, hinduísmo, budismo, judaísmo, cristianismo, islamismo, zoroastrismo, fé babí e, finalmente, fé bahá'í). A forma da estrela pode variar, desde que contenha nove pontas. (Wiki)
    Em meio a tudo que se possa dizer sobre fé (ato de crer) há de se registrar que tem sido marcada por ações humanas. Não somente na prática dessa fé, mas em sua identificação. No catolicismo, assim como nos antigos credos politeístas, há imagens que são usadas para lembrar a coisa crida e/ou seus ícones. Entre os evangélicos, que se orgulham de não ter imagens, há os cultos cerimonialísticos (cânticos, avisos, a pregação, o povo diante do púlpito para receber orações, mais cânticos e o povo se abraçando pra terminar), os templos, as invocações, além da Santa Ceia. A fé não existe em sua simplicidade, tornando-sendo necessário algo para tocar/visualizar.

    Ao islâmico é determinado ir a Meca, ao menos, uma vez na vida.
    E porque precisam usar representações? Porque isso reforça a fé. Coisa bem estranha supor e viver de modo que a fé, tida como a grande força, vê-se fraca. Sim, a crença que precisa de lembranças na forma de ícones e rituais é fraca em si mesma. Você só procura olhar fotos de quem tem saudade, de quem está ausente ou de quem quer conhecer pessoalmente.

    A fé em Deus é uma exigência sacrificial porque o crente tem que abrir mão da materialidade de evidências universais para dar verdade a partir de si mesmo (Creio, logo existe!), que conta com o benefício de não haver provas em contrário. Não se prova a inexistência do que não existe. Ou você consegue provar que Unicórneo não existe?

    O fato de haver uma criação remete ao Criador, sem identificá-lo com exatidão. Tanto que cada cultura desenvolveu o seu próprio Deus. Se Deus fosse a fonte geraria apenas uma crença.

    Por fim, não me parece razoável convicções tais que dependam de pontos de vista, da cultura, do local onde nasceu, de aprender a crer pela família porque tudo isso muda e continuará mudando. A menos que aceitem um Deus mutável!

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