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    PROFECIAS - O FUTURO NO PASSADO

    Interessante o argumento de alguns cristãos que validam toda a Bíblia porque ''acerta'' em algumas profecias. São textos vagos, adaptáveis às circunstâncias. Basta ver o que diz no evangelho de Marcos 13:8 "Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores", ou tão subjetivo quanto esse, "E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas" (Lucas 21:25). Alguém ousa dizer que houve um tempo no qual não tenha acontecido coisas assim em alguma parte do mundo? O exemplo que mais usam que nos últimos dias o número de terremotos aumentaria (depende da tradução). Ora, e desde quando começaram a ser contados?

    São Francisco, Califórnia-EUA, primeiro grande terremoto filmado em 1906
    Contudo o que mais me chama a atenção é que há livros antigos que também "acertam" muita coisa e nem por isso são validados como divinos. Outro argumento falho é de que as guerras também aumentariam e nunca vivemos um momento de tão pouco conflito entre nações. Tipo assim, Europa, América e Oceania, vivem a ausência de guerras. Na Ásia está em pequenos pontos e na África é ainda mais insignificante se comparado ao número de habitantes e o território. Quando alguém quer que algo seja verdadeiro apega-se a detalhes em detrimento do todo e do óbvio. Note as muitas e extensas explicações que Adventistas do 7º Dia dão sobre os livros de Daniel e Apocalipse. Os pentecostais adoram profecias. Chegam a salivar de prazer em ''saber'' do futuro.

    Mas vamos a um exercício bem simples da mais absoluta lógica.

    Para que o futuro seja conhecido ele já aconteceu. Ora, por tudo que é mais sagrado, se podemos construir um futuro ele não pode ser conhecido. Além disso, todo o passado foi futuro de seu passado. Uma profecia sem data não é profecia, é chute. Pior, há aquelas que estarão indefinidamente no futuro, como a segunda vinda de Jesus. Quanto mais ele demora, mais pessoas morrem sem conhecê-lo. Sim, somente na China e Índia, onde o cristianismo é pífio, estão quase metade da população mundial. Imagine quantas morrem diariamente sem NUNCA terem ouvido, sequer, a palavra ''Jesus".

    As indiretas dos livros ensejam uma dificuldade óbvia. Que razão haveria em o Supremo detentor da Sabedoria falar de forma a causar mais dúvidas que certezas? Como supor que ele estaria interessado em nos dar livros sobre os quais pode-se por toda a sorte de dúvidas sobre suas autorias etc? A isso dizem os crédulos que ele escreveu para pessoas daquela época, segundo sua capacidade de entender. "What?"... Onde está a nova versão conforme a NOSSA capacidade de entender? Pior, se é complicado neste momento, quiçá numa época de pouquíssimos alfabetizados e sem gráficas para reproduzirem textos de forma rápida e barata? Depois de Jesus foram 1.500 anos até que a Guttemberg inventasse a imprensa tipográfica. E, se ainda temos que conviver com analfabetos funcionais que chances há de Deus ter algum sucesso falando através de livro?

    Contrapondo-se a tudo isso resta usarem a fé. "É preciso ter fé!" dizem os crentes. Ora, e como surge a fé dos tais? Basta verificar a dinâmica da credulidade e veremos a forma obtusa com que surgem. Não há convicção, informações precisas e coisas do gênero para que exista. Tudo sob motivação subjetiva e cultural. Ou crê porque estava numa pior, com a vida financeira arrasada, doença na família, casamento despencando ou crê porque convive com a tal fé desde o nascimento. Isso é a tal "experiência espiritual"? O Brasil é cristão porque foram os cristãos que construíram esse país de corruptos...

    Conclusão. Somente a estupidez pode mandar uma crença tão frágil, tão desprovida de conteúdo, tão facilmente descrível, mas de profecias sobre o fim do mundo sem soluções para o presente.

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