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    322 PROCESSOS POR DANOS MORAIS

    O caso da Criciúma Construções vai muito além de clientes buscando receber seus imóveis. Vai muito além de um empresário que faliu e vai muito além das expectativas pessoais de morar no que é seu e no que lutou em anos de trabalho.
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    Cerca de 3,8 mil pessoas não receberam da CC o que compraram*
    Nesse novo capítulo, iniciado em 2016 com as primeiras ações, surge processos por danos morais por declarações contra Ramon Geremias, ex-financeiro da Criciúma. São 322 pessoas que respondem ou responderão por acusações que vão de "ladrão" a "levou grana também", passando por "safado" etc. Desses, três já foram julgados em seu favor e nenhum contrário. Cada processo desse pede R$2.500.
    RM falou comigo ao telefone e disse que gastou mais de R$200 mil com advogados, tendo que pedir dinheiro emprestado a amigos para fazer sua defesa. Além disso, relatou parte de suas dificuldades para seu próprio sustento nos meses que se seguiram à sua prisão em Maio de 2015. Também disse que até o momento não há nenhum dado nas investigações do Ministério Público que apontem ato criminoso de sua parte. Sua história constará de livro a ser lançado tão logo se encerre os processos onde foi acusado de participação na queda da CC.
    O alvo principal das ações são grupos de Facebook que visavam aproximar os credores, buscar esclarecimentos e ações conjuntas, mas que tornaram-se meios de desabafos e acusações, muitas delas despropositais, como é caso envolvendo o Ramon. Eu mesmo fui alvo de ataques nesses grupos, os quais também renderão processos.
    Geremias era funcionário e move ação trabalhista contra a empresa, ou seja, é um dos lesados nesse que é um dos maiores casos de recuperação judicial do Estado. Por conta das custas judiciais os processos não foram encaminhados todos ao mesmo tempo, sendo que alguns ainda não chegaram ao Judiciário.
    *Entre os credores há investidores com várias unidades. Somente um deles tem cerca de 300 unidades em loteamentos. Assim, o número de 9 mil lesados, divulgado na imprensa, refere-se, não ao número de clientes, mas de imóveis.

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