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    O QUE O MIRANTE DE SALVARO MOSTRA?

    A construção de um mirante no morro Cechinel, em Criciúma, revela muitas nuances da nossa administração púbica e do que pensa e sabe nosso povo. As críticas foram muitas e praticamente sob os mesmos argumentos de falta de grana pra saúde, educação, etc.

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    Primeira coisa que fica clara é de que o governo Federal disponibiliza recursos pelos ministérios, ou seja, foca investimentos. Por outro lado, para que os municípios tenham acesso são precisos projetos. Segunda observação é que os 2,4 milhões de reais tem o dedo do deputado Ronaldo Benedet (MDB) e, portanto, mostra a importância de um parlamentar. Terceira informação é que o recurso só pode ser usado no turismo. E o mirante tem esse apelo. Quarta situação que se revela é que o cidadão, em geral, não sabe como funciona essa de "dinheiro carimbado". Quinta, não há hierarquia na divisão dos recursos, mas lobby. Sexta situação é a UPA da Próspera (ops, é da Saúde!).

    O povo acha que o dinheiro público está todo numa conta e o presidente, governador ou prefeito usa como quiser. Saber disso é tão básico que até as crianças no primário deveriam saber. Por outro lado, o fato de ter dinheiro para o turismo e vermos problemas abissais na Saúde advém de uma explícita deformidade na prefeitura de Criciúma, não no governo federal e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Próspera mostra isso.

    A presença de um deputado no processo é gravíssimo. Revela o porquê de o governo federal canalizar muito mais recursos para si do que dispõe na base - município. Neste sentido tanto Amoedo, quanto Bolsonaro, presidenciáveis, prometem reverter. Ter dinheiro é poder e, resta claro, quem tem poder não quer perdê-lo. Enquanto essa pirâmide de recursos públicos não for invertida teremos que amargar um deputado recebendo aplausos por algo que não deveria se meter.

    Ronaldo Benedet também revela que há o lobby. Nas melhores democracias isso é natural e reconhecido. Mas o lobby nos EUA, por exemplo, é de grupos dos seguimentos produtivos...

    E a UPA? Juntamente com o Hospital Materno Infantil Santa Catarina demonstra claramente que a Saúde carece de gestão. E ser gestor é pensar em dinheiro, custos, investimentos etc. Neste sentido a inauguração da Unidade é postergada porque aumentará a despesa da prefeitura de Criciúma, sem que aumente a receita. Entendeu porque a inauguração está atrasada mais de SEIS ANOS?

    Voltando ao mirante. Ao contrário do que possa parecer eu entendo como altamente benéfico. O investimento atrairá muita gente da região e o comércio local vai ganhar. Nenhum gestor pode se dar ao luxo de só atuar numa área quando a outra estiver saneada e bem. Queiram ou não os senhores, Clésio Salvaro agiu corretamente.

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