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    A PÁSCOA DE OVOS QUEBRADOS

    Como levar a sério uma data cristã se os próprios cristãos a transmutaram em uma aberração? Páscoa é amor e compaixão só na cabeça de românticos que não fazem a menor ideia do que dizem crer. Quanto ao chocolate nem preciso comentar. E não adianta selecionar o bacaninha da fé. Ou a aceita por inteiro ou será condenado ao Inferno dessa mesma fé que não aceita secção de si mesma.
    Não se avalia algo apenas pelo que é, sem voltar no tempo e ver o que foi, porque foi alguma coisa e as transformações sofridas apenas mostram que o que era não servia.

    A Páscoa tem sua base na morte de um inocente para aliviar a barra do criminoso (pecador). Se não, vejamos: o sujeito peca, mata um animal que não faz a menor ideia do que está acontecendo, para anular seus atos diante de um Deus que não aceita o simples pedido de perdão. O Deus judaico-cristão só aceita a morte, o derramamento de sangue. Isso é a base no Velho Testamento. Você nunca parou para questionar isso? Aceita assim, passivamente? No Novo Testamento é supostamente o Filho que morre para expiação dos nossos delitos, mas só dos que curvam-se a uma série de preceitos legais (a Graça não retira a imposição de um modo de vida e isso é Lei).

    A adição de símbolos à Páscoa mostra a insuficiência da mensagem original
    Deixo-vos um brinde da lógica supostamente divina:
    "Se dois homens estiverem em disputa, e a mulher de um vier em socorro de seu marido para livrá-lo do seu assaltante e pegar este pelas partes vergonhosas, cortarás a mão dessa mulher, sem compaixão alguma." Deuteronômio 25:11,12. Nessa lógica que pertenceu ao modo de pensar do Deus cristão, mesmo que digam que mudou (sic), não há a possibilidade de expiação. Condenação sumária! A mulher, na ânsia de ajudar seu marido, esbarra nos bagos do outro homem e simplesmente terá sua mão amputada. Pode isso Arnaldo? Que Deus é esse que o simples toque na genitália impede que seja, sequer, pedido perdão e de algo que, certamente, foi fruto de uma luta corporal? Vê-se que a Páscoa não expiava qualquer pecado e, portanto, era limitada.

    Dado o exemplo da pobre mulher, voltemos à expiação exaltada na Páscoa cristã, onde o filho de Deus morre e ressuscita para que sejamos salvos. O fato de os humanos dependerem de crerem na narrativa de livros antiquíssimos, sobre os quais não temos qualquer segurança de autoria, precisam ser traduzidos, impressos e distribuídos por meios meramente humanos, não te faz desconfiar de que esse Deus tenha sido fruto do delírio de homens vitimados pela esquizofrenia? Afinal de contas, o Criador te coloca na Terra para que corras o risco de sucumbir à vida e Ele te condenar? A coisa é bem pior! Existimos a partir do nada. Em algum momento da nossa existência é o "marco zero". Assim que passamos a existir estamos enlameados no "pecado original"... Ou seja, Deus nos cria condenados. Sequer nos cria salvos com o risco de nos perdermos.

    Somos criados condenados com possibilidade remota de nos salvarmos. E essa possibilidade remota dependerá que outros homens nos passem a informação correta, se alguma informação nos chegar, já que temos mais gente que nada sabe dessa dinâmica cristã de salvação da alma nascendo e morrendo a cada segundo. O Deus cristão, que poderia simplesmente limpar de pecados todos os seres humanos e dar-lhes vida plena, prefere a morte, o sangue, o Inferno como coisa garantida, e o Céu como possibilidade.

    É tão claro que Jesus é uma invenção que o cristianismo me ofende, porque ofende a mais simples lógica. Para crer é preciso riscar qualquer possibilidade de se pensar sobre o que alguém quis que creiamos.

    Impossível aceitar isso.

    Abraço afetuoso.

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