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    JÚLIA ZANATTA, A USURPADORA

    Primeiro, usurpar é retirar a força quem de direito ou tomar para si a força. Por exemplo, quando um candidato(a) faz jogo de bastidores para derrubar quem já estava como pré-candidato a um cargo público. Trata-se de não jogar as regras do jogo, buscando forças acima de si, ou escusas, para conseguir seu intento, negando o confronto em igualdade de condições. Em se tratando de partido político, evitando o voto e a escolha da maioria.

    Na política criciumense temos um exemplo claro de usar uma relação pessoal, seja com presidente, seja com um senador, seja com deputado federal etc. Vamos à cronologia dos fatos para compreendermos melhor como Júlia Zantta usurpou para ser candidata.

    Jefferson Monteiro filiou-se no PL, com lançamento da pré-candidatura a prefeito no dia 24 de Outubro de 2019, sob as bênçãos do senador Jorginho Mello em evento, no qual estive presente. Na ocasião o partido estava coeso. Nenhuma manifestação contrária e apoio irrestrito dos que pleiteavam candidatura a vereador. Havia, inclusive, uma organização formada para a campanha eleitoral comandada pelo Belolinho. Grupo que, posteriormente, saiu para filiar-se ao PSL, tal a revolta.

    Júlia filia-se ao PL em 13 de Fevereiro de 2020, com lançamento de pré-candidatura no dia 14. Não houve qualquer votação interna. Simplesmente o senador, dono do partido, impôs a candidatura da moça. Ela poderia buscar outras agremiações, mas este partido, em especial, é comandado por um aliado muito próximo ao presidente. Assim, Monteiro acordou um dia não sendo mais o escolhido e a menina passou a dar cotoveladas para se manter.

    Senador Jorginho Mello

    Mas, como uma novela mexicana, teve seus capítulos protagonizados por uma mulher, cujo rompante beira o descontrole. No dia 17 de Setembro Júlia anuncia Alisson Pires (PSL) como vice sem que houvesse, novamente, um diálogo franco e votação dos envolvidos. Decisão de cima pra baixo, admitido por Alisson Pires. Ora, mesmo que a decisão fosse exclusiva das executivas dos partidos é natural esperar que os pré-candidatos a vereador também fossem consultados. Constata-se o "goela abaixo" facilmente pela reação negativa por parte dos postulantes à Câmara pelo PSL. Soma-se a isso silêncio sepulcral de parte dos candidatos do próprio PL, ao se ver a carreira solo de alguns com boas chances de chegar ao legislativo. Nenhuma declaração de profunda admiração pela candidata. No máximo um "proforma". O ápice dos descaminhos se cristalizou com a desistência do Delegado Márcio Neves, cuja candidatura a vereador pelo PL estava cotada como fortíssima, resultado direto das ações tresloucadas da candidata.

    Dias antes Júlia anuncia o próprio marido como vice, recebendo forte reação negativa dentro o PL pela total ausência de discussão. Ou seja, suas ações são rotineiramente antidemocráticas.

    A aversão continuou clara à candidata bolsonarista, mostrando que fotos ao lado do presidente não pesam na hora de superar a antipatia, grosseria e forma ditatorial de Júlia Zanatta. Hoje nova manifestação em reunião do PSL, com direito a bate-boca e dedo em riste, ganhando de mulheres (vejam só!) um veemente repúdio.

    Essa moça, que só apareceu em 2019 no cenário político de Criciúma, esqueceu que o poder se faz com diálogo numa democracia. Eu estava no carro de som em campanha por Jair Bolsonaro em Criciúma e simplesmente Júlia Zanatta não existia para mim. Uma bolsonarista que não foi para a rua conosco. Mas arvora-se a única representante legal do presidente por uma relação de amizade com o filho Eduardo. Ora, fosse mesmo, seria aclamada e haveria união em torno de si. Bolsonaristas brigariam para estar ao seu lado. Eleição municipal é coisa bem diferente da presidencial.

    Dia 15 de novembro tudo estará esclarecido através da democracia do voto livre, menos a usurpação. Esta já está nos anais da história política dessa cidade com raízes profundas e sequelas que perdurarão por muito tempo.

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