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    A FARSA DA EMANCIPAÇÃO DA MULHER

    Segue um dos objetivos do Plano Pluri Anual (PPA) dos governos do PT (2012-2015). Depois comento.

    "Promover autonomia econômica das mulheres urbanas, do campo e da floresta considerando as desigualdades entre mulheres e homens, as desigualdades de classe e raça, desenvolvendo ações específicas e exclusivas e contribuindo para a modificação da desigual divisão sexual do trabalho, com ênfase nas políticas de erradicação da pobreza e na garantia da participação das mulheres no desenvolvimento do país. (SPM)."

    A ideia de interferência estatal no desejo de trabalho de homens e mulheres é evidente. Ignoram que ambos buscam exercer aquilo com o que se identificam ou lhes é mais apropriado. Um exemplo disso é que INEXISTE qualquer manifestação de mulheres para adentrarem no mercado de trabalho da mineração ou serviços que tenham alto risco. Da mesma forma os espaços dos escritórios e comércio são preenchidos majoritariamente por mulheres. É a conquista do ar-condicionado e cadeira de rodinhas.


    A tutela do Estado nas relações humanas é doentio. Aponta única e exclusivamente para seres que consideram a si mesmos melhores e mais sabidos que os demais. Esquecem que a dinâmica social é autônoma e previsível em muita coisa. Uma delas é que a divisão do trabalho pelo gênero é uma imposição biológica, não das ideias. As ideias são construídas a partir da base biológica. Por isso surgiu o que é "trabalho de homem" e "trabalho de mulher". O problema é que essa normatização pode impedir os que não se encaixam.

    A noção de que há pessoas que saem duma certa formatação é que a imposição biológica não é absoluta. Nossa diversidade impressiona. Ao longo da história tivemos uma Joana D'Arc, uma Anita Garibaldi, uma Elizabeth, uma Victória, uma Thatcher, assim como tivemos Michelangelo, Davinci, Armani, Dior, Ney Matogrosso e um Clodovil. Eis o perigo de entender que pessoas só podem ser o que lhes é permitido pela maioria igualmente biológica. A coesão de grupo determina papeis e qualquer alteração é ameaçadora, mesmo que não seja.

    Por outro lado jamais será o Estado que promoverá autonomia econômica. No máximo influencia o ambiente, se mais propício, se menos. Isso quem faz é o mercado quando gera riqueza e a distribui na forma de oferta e demanda. Esses esquerdopatas têm uma noção delirante da vida. O quê fez as mulheres entrarem muito forte no mercado? A luta de classe? Não. Foi a partir da Revolução Industrial que demandou muita mão-de-obra, acirrado por duas guerras mundiais que tiraram grande parte dos homens da produção. Não foram bandeiras, berros, passeatas e greves. Foi a NECESSIDADE e a oportunidade.

    É a NECESSIDADE e a oportunidade que promovem qualquer coisa em se tratando de riqueza, produção e consumo. Foi essa mesma necessidade que enclausurou mulheres em casa para que fossem protegidas no passado, não uma ideia abstrata de machismo. A redução das ameaças (sociais e biológicas), aliada à necessidade, meios de produção, acesso ao consumo e ciclo virtuoso de produção, tudo amparado em conhecimento científico, levam à autonomia. Leia-se essa autonomia como renda, salário ou riqueza. Nenhum homem é plenamente livre estando desempregado. Nenhum homem é livre se depende de outro para alimentar-se, comprar remédio ou mesmo divertir-se. Não é, e jamais foi, questão de gênero, mas de organização com vistas à preservação da espécie.

    Por fim, no documento não há quaisquer ações que levam, de fato, à independência econômica porque vai contra as ideias da Esquerda de que é o LIVRE MERCADO do capitalismo a única forma de redução ou erradicação de pobreza. Tudo que pensam é apenas discurso delirante com máxima presença do Estado nas vidas, quando é justamente o contrário que dá os resultados desejados. E por que insistem nesse discurso? Porque é a única coisa que possuem!

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